Formas alternativas para solucionar conflitos recebem apoio do STF

FECEMA caminha junto as diretrizes do novo presidente do STF Ricardo Lewandowiski
Após tomar posse da presidência do STF, Ricardo Lewandowski, que já era ministro a oito anos, apresentou um plano de metas para o biênio, onde enfatiza e apoia a importância das formas alternativas de solução de conflitos: “Referimo-nos à intensificação do uso da conciliação, da mediação e da arbitragem, procedimentos que se mostram particularmente apropriados para a resolução de litígios que envolvam direitos disponíveis, empregáveis, com vantagem, no âmbito extrajudicial”, afirma o Presidente.
Para a Federação Catarinense das Entidades de Mediação e Arbitragem, a FECEMA, esse apoio é essencial, pois são essas formas alternativas que evitam muitos processos litigiosos, como explica a diretora jurídica da FECEMA, Giordani Flenik: “A postura do Ministro Lewandowski, vem ao encontro das várias e recentes políticas públicas que estão sendo desenvolvidas no Judiciário, cujo foco principal é o estímulo do uso das formas autocompositivas para solucionar conflitos, e o reconhecimento de que estas formas são eficazes, produzem bons resultados e auxiliam o Poder Judiciário a prestar ao jurisdicionado uma justiça de melhor qualidade. O uso destas formas é o que a FECEMA e suas filiadas tem pregado ao longo de suas existências”.
Giordani que também é advogada, especializada em mediação de conflitos e arbitragem na área imobiliária, diz que esses métodos estão se tornando cada vez mais conhecidos, “nunca se falou tanto sobre este assunto como agora, e com isto toda a sociedade está sendo sensibilizada e motivada para conhecer estes métodos, o que é extremamente positivo”, afirma a Diretora.
Com essas formas autocompositivas, processos que antes levavam anos para serem solucionados, agora podem ser resolvidos de uma forma célere e efetiva com um diálogo entre as partes, com o auxílio de um mediador ou conciliador, afinal o objetivo é chegar a uma solução e não litigiar. “A litigiosidade não produz resultados construtivos. Assoberba o Poder Judiciário, aflige as partes, que, além do desgaste emocional sofrem com a espera do julgamento, e este, nem sempre satisfaz os seus interesses. As formas autocompositivas, como a conciliação e a mediação privilegiam o diálogo, o consenso e fazem com que as partes se tornem responsáveis e comprometidas com a solução”, explica a Advogada.
O mesmo acontece com a arbitragem, que beneficia também os próprios advogados, “as partes tem maior participação no processo, além da celeridade e do custo reduzido. Os advogados, mantém sua indispensável presença no acompanhamento das partes, e porque não dizer, tem a possibilidade de receber seus honorários em menor tempo, e ainda proporcionar aos seus clientes maior satisfação com o resultado”, esclarece Giordani que complementa: “Aos magistrados fica a incumbência de julgar as questões de grande relevância, e que por algum motivo não podem ser objeto de transação. A sociedade toda ganha, ainda mais pela forma pacificadora como são resolvidos estes conflitos”.

Fonte: FECEMA